
"Mal acabou o desfile de Ronaldo Fraga e o segundo andar da Bienal foi invadido por 50 modelos que percorreram o saguão, desceram a escada rolante e se posicionaram em diversas filas. Em seguida, se apresentaram uma a uma saindo de seus lugares, posando para fotos e retornando. Tratava-se da perfomance preparada pela estilista africana radicada na França Sakina M'Sa, que realizou um trabalho de cerca de um mês com alunos da Universidade Anhembi Morumbi e costureiras da ONG Ofício Moda, do bairro de Campo Limpo.Dos workshops organizados pela estilista, saíram os modelos apresentados hoje. São roupas feitas a partir do algodão cru, que se transformaram em peças amarradas, desconstruídas e reconstruídas. Algumas com fendas, outras com aplicações, capas e transparências. As 50 modelos que desfilaram têm o biotipo absolutamente comum, algumas são baixinhas e gordinhas.O trabalho realizado por Sakina com os estudantes e as costureiras tomou como base o jogo surrealista chamado a partir da técnica surrealista chamada cadavre exquis, que consiste na composição de desenhos ou de formas coletivamente, mas sem que os participantes saibam o que os outros estão fazendo. A performance contou com o trabalho de alunos de várias áreas da faculdade. Além dos estudantes de moda, cabelos, maquiagem e o som do desfile também foram criados por eles. "Me encantei com a inteligência e a criatividade dos brasileiros", disse Sakina em entrevista ao Terra. Alguns dos looks estão expostos no segundo andar da Bienal. " by Rosângela Espinosa
makes criação e execução: Profa Catarina Silva; alunos: Danielle Jacysyn, Rodrigo Cintra, Wilson Isidoro, Jaqueline Rabelo, Sandra Soares, Tatiana Oseni

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